Flashing de hidrocarbonetos

O alerta da  EPSC deste mês é sobre o perigo da vaporização abrupta (flashing) de hidrocarbonetos em decorrência  de uma rápida despressurização. Quando isso ocorre, o líquido remanescente se resfria rapidamente podendo a chegar em temperatura negativa. No caso do acidente relatado, a despressurização do propileno atingiu temperatura de -40C e que provocou a fragilização do aquecedor construído de aço carbono. Na repartida da planta, quando o aquecedor foi pressurizado, houve uma ruptura e teve como efeito uma explosão com fogo. A fragilização do aço carbono é um risco importante no setor industrial e que deve ser identificado em análise de risco a qual deve ser realizada em todo o ciclo de vida de uma indústria. Continue lendo… Algo que pode parecer inofensivo é purga com nitrogênio liquefeito o qual é vaporizado em serpentinas; às vezes pode-se aumentar o fluxo de purga excessivamente e a serpentina não ser capaz de vaporizar o nitrogênio e passar líquido o que pode fragilizar o sistema se for de aço carbono. Precisando de ajuda, entre em contato com a ECS Consultorias.

O acúmulo de pequenas mudanças levou a uma explosão

O alerta de segurança de processo do CCPS para o mês de outubro é sobre mudanças feitas nos processos operacionais. Qualquer mudança, mesmo aquelas sutis, devem passar por uma avaliação detalhada a fim de verificar se algum perigo foi adicionado diferente daqueles já existentes. Não podemos esquecer que o gerenciamento de risco é fundamental para manter processos perigosos seguros. O gerenciamento de mudanças é um dos elementos do gerenciamento de risco. Outro ponto importante do alerta do CCPS é sobre reatividade química. Deve-se ter o conhecimento das informações dos produtos envolvidos no processo operacional para entender as suas interações, reações com outros produtos ou reações de polimerização (autorreações). Muitos acidentes já ocorrerem em decorrência dessas falhas. Logo a seguir está destacado um desses acidentes que causou danos em pessoas, incluindo uma fatalidade. Continue lendo… Precisando de ajuda, entre em contato com a ECS Consultorias.

A importância de se ter uma boa equipe de resposta a emergência bem treinada

Sabemos que as melhores salvaguardas são as preventivas, porque reduzem a possibilidade de ocorrer um evento acidental. Contudo, salvaguardas mitigadoras também são importantes uma vez que, mesmo não reduzindo a possibilidade de ocorrer o acidente, reduzirão a possibilidade do evento se transformar em grandes proporções. Um grupo bem treinado em atendimento a emergência será valioso para minimizar os efeitos de um acidente. Para isso, é importante identificar os cenários mais críticos em análise de risco, que certamente serão aqueles de baixa frequência de ocorrência, ter um plano de resposta a emergência bem claro para cada cenário e fazer simulados periodicamente. Veja abaixo depoimentos de integrantes de grupo de emergência que atuaram num combate bem sucedido ocorrido em abril deste ano numa refinaria de petróleo. Precisando de ajuda, entre em contato com a ECS Consultorias.

Os perigos de sistemas de refrigeração com amônia

A WorkSafeBC publicou uma animação sobre um acidente num sistema de refrigeração com amônia, onde três trabalhadores perderam a vida devido à exposição a amônia. A amônia é muito utilizada em câmaras frigoríficas e sistemas de refrigeração em geral. Para evitar que o gás amônia circule por toda uma unidade, limita-se esse produto apenas no sistema de compressão: compressor, condensador, válvula de expansão e evaporador. O transporte térmico é feito com misturas possíveis de suportar temperaturas baixas sem ocorrer congelamento, por exemplo, salmoura (brine). Neste acidente, a amônia passou para o sistema de salmoura devido a um furo por corrosão em um dos tubos do evaporador o que permitiu que a amônia, que circulava pelo casco do evaporar, elevasse a pressão do sistema de salmoura, levando a rompimento da tubulação e vazamento de grande quantidade do gás, causando as três fatalidades. Para evitar esses tipos de acidentes é importante garantir uma boa gestão de riscos a qual terá como um dos elementos a integridade mecânica dos equipamentos críticos que prevenirá perda de contenção tal como esta que ocorreu. Adicionalmente, outros elementos da gestão de risco são fundamentais para manter uma unidade industrial segura. Veja o filme abaixo que mostra a cadeia dos eventos que levou ao acidente:

Energias perigosas

O alerta de segurança do CCPS do mês de outubro enfatiza as energias perigosas. Muitas empresas já utilizam o procedimento de LOTO (lockout and tagout) para evitar que energias perigosas atinjam pessoas durante a execução de uma manutenção e/ou determinada tarefa. Esse procedimento tem evitado vários acidentes sérios e até mesmo fatais. Contudo, o alerta deste mês é sobre energias perigosas de equipamentos que estão operando, portanto nesse caso não tem como aplicar o procedimento LOTO, as salvaguardas serão outras. Os equipamentos como bombas, compressores ventiladores de torre de resfriamento, centrífugas, etc. que trabalham com alta velocidade devem ter as suas manutenções sensitivas (auditiva, visual), preditivas, preventivas e corretivas realizadas em dia e de forma controladas para evitar defeitos que levem a uma perda de controle. Geralmente, esses defeitos estão relacionados a desbalanceamento de eixos e outras partes rotativas que levarão a altas vibrações e daí a danos severos no equipamento e lançamento de peças a longa distâncias, podendo atingir pessoas e outros equipamentos. Outro ponto importante são os controles de processo, por exemplo, se houver acúmulo de sólidos em centrífugas pode causar desbalanceamento, por isso deve-se ter controle nessa variável. Para compressores, o surge é um dos fatores que pode levar a acidentes sérios caso não haja controle. Ele ocorre devido a uma oscilação de vazão total do compressor o que leva a uma inversão temporária do fluxo de gás por frações de segundo. Um controle robusto de fluxo mínimo do compressor é uma salvaguarda bastante eficaz. As análises de risco são fundamentais para identificar essas situações indesejadas numa planta industrial, que ajudará a propor  salvaguardas de controle de processo, assim como, sugerir a instalação de sensores de vibração para alarmar na sala de controle, e consequentemente, ter a ação e humana. Adicionalmente, para situações mais críticas deve-se propor sistemas instrumentados de segurança para intertravar o equipamento quando atingir uma vibração que possa causar danos severos. Continue lendo… ECS Consultorias

Fogo numa fornalha

Fornos são utilizados nas refinarias de petróleo para diversas funções: pré-aquecimento, reforma, craqueamento, hidrotratamento, etc. Porém, deve-se ter cuidado na sua operação porque são fontes de alto risco de explosão. Além do combustível utilizado, também pode ocorrer contato da chama direto com o produto inflamável que passa nos tubos dos fornos (também chamados de fornalhas). Isso ocorre devido a possibilidade de rompimento do tubos que podem ter como evento iniciador as seguintes possibilidades: chama direta no tubo sem fluxo interno no tubo, formação de sedimentos dentro dos tubos, corrosão, etc. Geralmente, a principal causa é a formação de sedimentos em função de depósito de carbono que causará pontos quentes e se não controlados poderão levar a rompimento de tubos e posterior explosão do forno, tendo como consequência possibilidade de fatalidade e perdas materiais. A EPSC  chama atenção desse cenário e relata um acidente no qual um operador perdeu a vida.  Continue lendo… Por isso é fundamental ter uma análise de risco robusta para identificar todos os cenários possíveis, assim como ter sistemas de intertravamento com nível de integridade de segurança adequado (SIL) e procedimento para que o operador tome ações apropriadas para bloquear o evento iniciador e, dessa forma, evitar que ocorra o acidente. ECS Consultorias

Steam Exposure (exposição a vapor de água)

O alerta da European Process Safety Centre (EPSC) do mês de setembro chama a atenção sobre alinhamento de linhas/equipamentos/sistemas de processo após serviços de manutenção. O evento em tela mostra um dreno da linha de vapor de água que foi mantido aberto e flange cego não devidamente montado, por falha humana, após o sistema de vapor ter sido entregue de volta à operação pelo pessoal de manutenção. O operador ao alinhar a válvula de bloqueio foi atingido pelo vazamento do vapor proveniente do flange da válvula dreno. Um evento dessa natureza pode acontecer também com produtos tóxicos e/ou inflamáveis. Nesse  caso, os danos podem ser maior porque o evento pode se desdobrar em uma situação mais grave. Daí a importância da aplicação do procedimento de Bloqueio e Sinalização (LOTO) e os bloqueios (normalmente cadeados) e etiquetas vermelhas da manutenção só serem removidos pela pessoa (ou grupo) que concluiu o serviço. Por outro lado, a operação antes de colocar o sistema para operar deve verificar pelo mapeamento dos bloqueios/sinalização (normalmente um anexo à permissão de trabalho) se tudo foi removido e o sistema está montado conforme previsto.  No caso de vapor de alta pressão, ao fazer o primeiro alinhamento é uma boa prática o operador utilizar uma vestimenta que seja isolante térmico. Também é uma boa prática prover procedimento para fazer teste de estanqueidade para o caso de produtos altamente perigosos. À vezes, existem algumas operações que os perigos e os riscos deles serem liberados não estão bem claros nos procedimentos operacionais. Quando isso ocorrer, vale a pena fazer uma análise de risco do procedimento para tomar ações para minimizar a possibilidade de acidente ou aumentar a atenção para um determinado perigo. Continue lendo… ECS Consultorias 

E se o seu processo atuar de forma diferente?

Com o aumento da tecnologia, os processos passam, cada vez mais, a ser automatizados e possuir um nível elevado de redundância que contribui para eles se tornarem mais seguros. Contudo, esses sistemas se tornam mais complexos e ficam mais sujeitos a falhas sistemáticas que são aqueles em que o ser humano tem uma maior participação. As falhas sistemáticas podem desabilitar sistema de proteção redundante e, também nesse caso,  o operador(a), mais do que nunca, é uma peça importante para bloquear a cadeia do evento acidental. Embora sejam mais seguros, sistemas altamente automatizados aumentam a dependência do operador(a). Isso leva a um novo tipo de erro, que é a confusão dos modos de falha do sistema automatizado o que aumenta os erros de omissão e execução. À proporção que os sistemas se automatizam, a atividade de controle do operador(a) se reduz, em contrapartida cresce a de monitoramento. Essa mudança reduz a intervenção humana com o sistema e ao longo do tempo o ser humano reduz a sua capacidade de resposta. Muitos defendem que é possível que a habilidade do operador(a) será deteriorada com o crescimento da automação. A causa disso é porque o operador(a) deixa de praticar e, assim, perde a experiência previamente obtida. Leia mais sobre o assunto. Para minimizar esses efeitos, é fundamental prover treinamento mais robusto para os operadores(as) para capacitá-los(as) a identificar sinais de problemas a fim de fazer intervenções seguras para bloquear eventos iniciadores de acidentes. Os treinamentos devem ser seguidos por simulados para aqueles cenários de alta consequência identificados em análise de risco. O alerta do CCPS deste mês menciona sobre a atenção que o operador(a) deve dar quando observar desvios não usuais. Continue lendo…

Para quem trabalha com perfuração de poços de óleo e gás

O  Chemical Safety and Hazard Investigation Board (CSB) publicou no dia 16/08 uma atualização dos fatos encontrados no curso da investigação de um blowout de um poço de óleo e gás ocorrido em 22 de janeiro de 2018, onde cinco trabalhadores perderam a vida. Veja aqui a relação dos fatos. Tudo começou no processo de troca da broca de perfuração, quando o gás entrou abruptamente no poço e removeu a lama que ajudava a manter o poço livre de hidrocarbonetos devido a sua alta densidade. No momento que os operadores da torre de perfuração perceberam o blowout, acionaram o blowout preventer (sistema de prevenção de explosão do poço), que é a última barreira de prevenção do blowout, e tudo indica que não conseguiu fechar totalmente. Ocorreu a saída repentina, e com alta pressão, de gás que causou uma explosão seguida de incêndio a qual levou, infelizmente, à morte de cinco trabalhadores. Posteriormente, conseguiram fechar, de forma manual, totalmente o blowout preventer. A investigação continua em curso. Vejam a animação abaixo. ECS Consultorias  

E se o seu agitador falhar?

O alerta do CCPS do mês de agosto aborda um tema bastante importante com relação aos risco de processos. Para ocorrer reação de forma eficaz é preciso haver uma boa mistura entre os reagentes quer seja por misturadores estáticos ou dinâmicos (agitadores). No caso específico de reatores em bateladas, comumente se utiliza de agitadores para manter constantemente os reagentes em contato. Caso se inicie uma batelada com o agitador parado e adicionar reagentes, e só após partir o agitador, há um grande potencial de perda de controle da reação e o resultado pode ser trágico. Por isso, é muito importante se conhecer bem a cinética das reações e fazer uma análise de risco robusta a fim de determinar as salvaguardas para minimizar os riscos de um descontrole da reação. Normalmente as salvaguardas são: Operação do agitador ser permissivo para adicionar matéria prima; Durante a operação, parada do agitador deve interromper as matérias primas. O mais seguro é que o interlock esteja relacionado com baixa amperagem do agitador e não com o status de operação, porque se o acoplamento do motor e agitador quebrar o status permanecerá como operando e o processo estará em perigo; Alívio de pressão com capacidade para liberar os gases gerados de uma reação descontrolada, e por último; Um sistema killer para interromper a reação que será acionado se nenhuma das salvaguardas anteriores não funcionar. Para aumentar a disponibilidade das salvaguardas é preciso mantê-las de forma adequada por meio de: Manutenção preditiva, preventiva e corretiva; Fazer os testes de operacionabilidade no tempo correto. No caso de sistemas instrumentados de segurança no tempo de teste utilizado para o cálculo do SIL. Para as outras salvaguardas conforme orientação do fabricante ou de acordo com histórico da planta (proven in use). Fazer auditorias das salvaguardas numa frequência pré-determinada para garantir que elas estão sendo gerenciadas conforme boas práticas. Continue lendo… Precisando de ajuda, entre em contato com a ECS Consultorias.

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