Quais as razões que um sistema básico de controle não deve fazer a função de segurança?
Sistema de controle em um processo industrial não deve fazer a função de segurança pelos seguintes motivos: Deve ser flexível para permitir mudanças frequentes nos parâmetros do processo, tais como: set points, configurações PID (proporcional-integral-derivativa), automático para manual, etc.; O controle de acesso é mais brando para permitir as alterações mencionadas no item anterior; Às vezes precisa colocar em by-pass e o sistema ser controlado manualmente; Por ter centenas de malhas em uma planta de processo industrial, é praticamente impossível ter documentações detalhadas e manutenções periódicas tais como ocorrem com os sistemas de segurança (sistema instrumentado de segurança). Portanto, a possibilidade de falha é alta, porém, na sua maioria são detectadas, uma vez que são controles e, ao falhar, será percebido pelo descontrole do processo, quer seja nível, fluxo, temperatura, etc. Por outro lado, um sistema de segurança necessita: Ter um controle de acesso rígido para evitar alterações. Qualquer mudança dever passar pelo gerenciamento de mudança; Ter pouca ou nenhuma interação humana. As poucas oportunidades de interação humana serão: override em partidas de planta, quando necessário. Neste caso priorizar o tempo limite desse bypass de forma automática, a fim de evitar que seja esquecido e perdure por muito tempo; em manutenção, fazer override de porções do sistema. Importante ter procedimentos robustos para essas necessidades; Ser independente do sistema básico de controle de processo; Esses sistemas só entram em ação em caso de demanda devido a perda de controle, portanto, ficam dormentes por uma grande parte do tempo e suas falhas não são percebidas. Por isso, precisam de uma boa cobertura de diagnóstico (Cd) de falha para informar quando estiver em mau funcionamento.