Para quem lida com fornos, fornalhas e caldeiras

A EPSC publicou neste mês de junho um alerta de segurança de processo referente a um acidente ocorrido na partida de uma fornalha. O operador tentou partir a fornalha, de forma manual por meio de tocha, após um interlock ter sido atuado. Na terceira tentativa, a câmara de combustão explodiu e causou duas fatalidades. O motivo do acidente foi que a válvula de admissão de gás fechou lentamente durante a parada da fornalha e houve acúmulo de gás inflamável que excedeu o limite inferior de explosividade (LEL). Importante salientar que é mais seguro partir esses sistemas de forma remota porque evita a presença de pessoas no local. Além disso, é fundamental a purga com ar fresco por pelo menos quatro volumes do sistema para garantir que o gás inflamável presente não exceda a 25% do LEL (NFPA 86:2019 itens 8.5.1.2.1 e 8.5.1.5.2 respectivamente). Para evitar falha nos sistemas de intertravamento do gás (tal como ocorreu com a válvula), o controlador lógico programável (PLC) e elementos finais (válvulas, solenoides, atuadores) devem ser SIL 2 com certificação à luz da IEC 61508, assim como, garantir manutenção adequada por todo o ciclo de vida. Continue lendo… Precisando de ajuda, entre em contato com a ECS Consultorias.

Erros de posição de válvulas manuais podem causar incidentes graves

O alerta do CCPS do mês de maio está relacionado à possibilidade de alinhamento errado e falha na abertura de linha . No acidente relatado, morreram 11 pessoas e houve uma grande perda de materiais. Alinhamentos podem se tornar complexos devido a presença de várias válvulas que permitem direcionar o fluxo para lugares diversos e estas não estejam devidamente sinalizadas, com o propósito de reduzir a possibilidade de falhas humanas por deslizes/lapsos. Além disso, válvulas manuais podem falhar e dar passagem o que pode também causar acidentes. Daí a importância em prever essas possibilidades em análise de risco e adotar salvaguardas para compensar essas possibilidades de falhas. Sequências de alinhamentos complexos devem ser acompanhados por procedimento bem escrito e check list para orientar os diversos passos da operação. Inversão de figura 8 faz parte de operação considerada crítica que é abertura de linhas e equipamentos. Continue lendo… Precisando de ajuda, entre em contato com a ECS Consultorias.    

Fogo em forma de flash devido a um trabalho a quente

A EPSC publicou este mês um acidente ocorrido devido a um flash fire durante um trabalho de corte a quente. Nesse acidente uma pessoa ficou ferida. O que pode ser feito para reduzir a possibilidade de acidente como esse? Ter procedimento claro e objetivo para abertura de linhas e equipamento, incluindo limpeza e despressurização; Ter procedimento de bloqueio e sinalização (lockout/tagout) para evitar repressurização do sistema enquanto estiver aberto. Precisando de ajuda, entre em contato com a ECS Consultorias. Continue lendo…

Acidente com caminhão tanque de gasolina

A WorkSafeBC publicou ontem o vídeo, disponível logo abaixo, sobre um acidente com vítima fatal devido a um flash causado por faísca advinda de eletricidade estática numa operação com caminhão tanque de gasolina, quando o motorista precisou transferir o produto de um compartimento para outro. As possíveis causas da geração da faísca: A queda do produto e a turbulência formada criou uma diferença de carga entre o tanque e o bocal da mangueira; A eletricidade estática foi criada pela velocidade da gasolina na mangueira e esta não estava equipotencializada; A carga de eletricidade pode também ter sido formada pelo motorista, porque ele usava roupa sintética. Aliado a tudo isso está a queda da gasolina, alimentada pelo topo do tanque, que favoreceu a formação de aerossol e misturado com ar criou uma condição fácil para ignição. Além disso, o sistema de aterramento foi removido porque houve uma alteração no local. O que fazer para evitar estes tipos de acidentes: Qualquer alteração deve passar por uma gestão de mudança a qual envolve, além de outros requisitos, análise de risco; Prover treinamento adequado para os operadores que lidam com produtos perigosos; Elaborar procedimento para as operações e garantir disciplina operacional para cumpri-los; Precisando de ajuda, entre em contato com a ECS Consultorias. Veja o vídeo abaixo.

Acidentes por asfixia

O CCPS publicou no mês de abril um alerta sobre asfixia por nitrogênio. Esse tipo de acidente tem a maior possibilidade de ocorrer em trabalho em espaço confinado e quando não há um bom procedimento de bloqueios e sinalizações de fontes de energia ou de produtos para o vaso, assim como verificação da concentração de oxigênio. Em ambiente aberto também há a possibilidade por asfixia por nitrogênio, principalmente se estiver manuseando nitrogênio líquido, porque o vazamento para a atmosfera terá uma expansão volumétrica altíssima. Por exemplo: nitrogênio criogênico a -190C tem um volume específico de 0,0000207 ft3/lb e a 27C, e pressão atmosférica, esse volume passa para 13,98 ft3/lb, portanto haverá um aumento de volume de 675000 vezes. Então, cuidado pra quem manuseia nitrogênio líquido em grandes quantidades. Outra forma perigosa de exposição ao nitrogênio é por utilização de ar respirável. Pode ocorrer conexão errada e colocar a mangueira de nitrogênio no sistema de ar. Daí a importância de adotar o princípio do Poka Yoke, ou seja, conexões totalmente diferentes de ar e nitrogênio com o propósito de reduzir a possibilidade de erro humano. Não podemos nos esquecer do envenenamento por monóxido de carbono que também é silencioso tal como o nitrogênio. Enquanto o nitrogênio reduz o oxigênio do ar, o monóxido de carbono age internamente nas células se ligando à hemoglobina, formando a Carboxihemoglobina no lugar da Oxihemoglobina. Este tipo de acidente pode ocorrer em residência pelo aquecedor de água, fogão, churrasqueira, carro ligado na garagem, etc. Continue lendo… Para identificar esses perigos existe a ferramenta de análise de risco que uma forma metódica de identificar os perigos e analisar os risco por meio da frequência e severidade. Precisando de ajuda, entre em contato com a ECS Consultorias. Abaixo estão dois vídeo, um sobre acidente com nitrogênio da Chemical Safety Board (CSB) e outro sobre monóxido de carbono do Centers for Disease Control and Prevention (CDC).

Vents de produto inflamável

A EPSC deste mês alerta sobre o risco de incêndio de vents que descarregam produto inflamável para a atmosfera. Neste incidente uma válvula de alívio (PSV) de hidrogênio abriu e pegou fogo na saída do vent, causando apenas danos materiais. É muito importante garantir um local seguro para descarregar o vent. Corta chamas evitará retorno de chama e, dessa forma, prevenirá desdobramento em um incidente maior. Além disso, para grandes vazões, avaliar a dispersão do gás para verificar as possíveis consequências. No final do vent evite curva ou outro tipo de proteção que possa desviar o fluxo. Para o caso do hidrogênio, é importante fazer a diluição com gás inerte quando fizer a descarga, porque ele possui uma energia muito baixa de ignição (0,016 mJ). Continue lendo… Precisando de ajuda, entre em contato com a ECS Consultorias.    

Transbordo de tanque de metanol

O alerta de segurança do EPSC do mês de março é sobre a desabilitação de sistemas de segurança. Houve um by pass do sistema de segurança de alto nível (LSH) e, em função disso, o tanque que recebia metanol transbordou uma grande quantidade desse produto inflamável. Para cenários de alto risco, é fundamental que o sistema de segurança tenha nível de integridade de segurança (SIL), portanto deve estar de acordo com a IEC-61511. Dessa forma uma das consequências é que o interlock deve ser protegido por meio de gerenciamento de mudança para evitar desabilitações inapropriadas e levar a um acidente de grandes proporções. Continue lendo… O nível da integridade de segurança do interlock deverá ser suficiente para atender a matriz de tolerabilidade da empresa ou da legislação em vigor. Precisando de ajuda, entre em contato com a ECS Consultorias.

Por que a especificação de um SIS não pode estar desconectada da análise de risco?

A especificação (safety requiment specification – SRS) de um sistema instrumentado de segurança (SIS) não pode estar desconectada da análise de risco, porque algumas respostas para definir o SIS adequado serão obtidas na própria análise de risco. Dessa forma, os sistemas instrumentados de segurança podem ser mais eficazes para colocar o processo no modo seguro, quando houver alguma demanda. Abaixo estão alguns itens importantes a serem definidos em análise de risco, após a definição do nível de integridade de segurança (safety integrity level – SIL) na análise de risco complementar denominada de LOPA (layer of protection analysis). Nessa fase da análise de risco, as barreiras serão verificadas quanto a sua robustez para reduzir a frequência de ocorrência do cenário e, se necessário, será definida uma função instrumentada de segurança (SIF) ou um sistema instrumentado de segurança (SIS) com um SIL suficiente para atingir o nível de tolerabilidade desejado conforme subscrição da empresa ou em função de legislação local. Vejamos: Discutir as boas práticas a fim de identificar e considerar as possibilidades de causas comuns de falha; Determinar o estado seguro para cada SIF definido em LOPA para que atinja uma condição segura estável a fim de evitar ou mitigar o evento acidental; Garantir o tempo de resposta adequado de cada SIF para levar o processo a um estado seguro dentro do range do tempo da segurança de processo; Identificar o modo de operação de cada SIF: se modo de demanda ou contínuo. Não esqueça que se for modo de alta demanda ou contínuo, o cálculo de LOPA foge à regra típica que normalmente é para modo de demanda. Veja esse post para melhor entendimento; Garantir que o elemento final previna ou mitigue eficazmente o evento acidental. Por exemplo, qual será a classe de vedação da válvula para garantir que ela ao ser atuada não traga risco para o processo por ter uma razão de vazamento alta. Um bom padrão é o ANSI/FCI 70-2:2021; Para o processo em análise o SIF deve ser energizado ou desenergizado para trip? Isso é muito importante para que  no caso de falta de energia elétrica o processo seja levado para o estado seguro. Precisando de ajuda,  mantenha contato com a ECS Consultorias.  

LOPA: uma forma de garantir a robustez das salvaguardas

Lopa é uma análise semiquatitativa que permite verificar mais detalhadamente alguns cenários de análise de risco qualitativa, principalmente aqueles com severidade mais crítica, para certificar se as salvaguardas destacadas na análise de risco são adequadas para reduzir o risco para um nível tolerável. Lopa é uma análise, em geral, simples. Porém, demanda conhecimentos multidisciplinares um pouco mais aprofundados que para análise de risco qualitativa, no intuito de avaliar se as salvaguardas são camadas independentes de proteção (IPL). Adicionalmente, é muito importante que o grupo de Lopa tenha um conhecimento básico da metodologia da análise, uma vez que os conceitos aplicados podem desafiar os conhecimentos vigentes do grupo. Vejamos alguns exemplos: O sistema de controle, o chamado sistema básico de controle (por exemplo, DCS), se não estiver em conformidade com a IEC-61511 poderá suportar no máximo duas IPLs ou uma IPL e um evento iniciador para um mesmo cenário; Necessário analisar se cada IPL é eficaz na prevenção do evento. Se for demonstrado que em algum momento a IPL não evitará o evento acidental, ela não poderá ser designada como tal e, portanto, não poderá ser creditada nenhuma redução de risco. Nesse momento, o conhecimento geral de processos industriais e o entendimento do funcionamento da IPL em demanda ajudarão na interpretação das informações pelo analista. É preciso determinar a probabilidade de falha de cada IPL por meio de informações de fontes confiáveis ou por intermédio de cálculo a partir da frequência de falhas e intervalo de teste; Para o ser humano se tornar uma IPL, é preciso garantir procedimento que suporte as suas ações, treinamento inicial, retreinamento, identificação dos fatores humanos que possam influenciar no aumento da probabilidade do erro humano, ter um bom gerenciamento dos alarmes na sala de controle, ter tempo adequado para responder a um alarme de segurança e colocar o sistema em estado seguro, etc.; Entender claramente se a IPL opera em modo de demanda, alta demanda/contínuo. Para ser IPL é preciso que seja atuada em modo de demanda, do contrário os cálculos de Lopa diferem do habitual o que ajudará a reduzir os custos para a empresa. Vejamos um exemplo: Imagine que uma função instrumentada (SIF) SIL 1 seja atuada 20 vezes por ano (modo de alta demanda) e que o cenário identificado necessita de uma frequência do evento de 1X10-2/ano para ser considerado tolerável. Se for definido que a SIF está em modo de demanda, será encontrada uma frequência do evento de 20*0,1= 2/ano. Para atingir a frequência desejada que é de 1X10-2, precisará de uma redução de risco de 200, ou seja, necessitará adicionar uma outra SIF para ser atuada em modo de demanda com nível de integridade de segurança de 2 (SIF SIL 2). Caso seja feito o cálculo de forma correta, isto é, considerando que está em modo de alta demanda, a frequência do evento será aproximadamente 1X10-1 eventos/ano (mais precisamente 8,76X10-2, porém pode arredondar para 0,1). Nesse caso, será necessária uma redução de risco de 10, o que equivale adicionar outra SIF SIL 1 operando em modo de demanda. Observe que houve uma redução de custo para empresa, ao invés de implantar uma SIF SIL 2, precisará apenas uma SIF SIL 1 que possui um menor investimento. Importante salientar que a segurança de processo foi aumentada com um custo menor. Uma outra forma de reduzir os custos do investimento é melhorar os controles para retirar a IPL do modo de alta demanda. Ter conhecimento de banco de dados genéricos de frequência de falha de eventos iniciadores para o caso da empresa não possuir banco de dados específico de frequência de falha. Se o evento for complexo, será necessário, adicionalmente, aplicar árvore das falhas para encontrar a frequência de falha do evento iniciador (EI) de forma mais apropriada; Analisar a independência das IPLs entre elas e do EI para cada cenário. Embora seja uma análise simples, Lopa depende de conhecimento e prática para que a metodologia seja aplicada na sua plenitude a fim de contribuir para reduzir a possibilidade de acidentes que podem custar muito caro para a empresa e comprometer a sua imagem. Precisando de ajuda, entre em contato com a ECS Consultorias.

Descargas de eletricidade estática são fontes de ignição frequentes

O alerta de segurança  do CCPS deste mês é sobre eletricidade estática. Alertas provenientes tanto do CCPS quanto do EPSC enfatizam sobre os perigos de eletricidade estática em industriam que lidam com substâncias inflamáveis. Vale a pena ressaltar que esse perigo aumenta ainda mais quando o líquido é considerado não condutivo, porque as cargas elétricas demoram a se dissipar. Por isso, precauções adicionais deve ser tomadas para compensar essa deficiência que implicaria na não dissipação rápida das descargas elétricas pelo aterramento e a devida equipotencialização de todo o sistema. Continue lendo… Veja dois relatórios do CSB sobre acidentes relacionados com eletricidade estática, o que mostra que eles não são tão incomuns como se pensa. Static Spark Ignites Explosion Inside Flammable Liquid Storage Tank; Static Spark Ignites Flammable Liquid during Portable Tank Filling Operation. Análise de risco é a ferramenta para discutir esses perigos, tendo em mãos informações sobre o produto numa FISPQ bem detalhada. Precisando de ajuda, entre em contato com a ECS Consultorias.

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