Explosão em um tanque

A EPSC publicou um alerta de segurança no mês de abril sobre a formação de hidrogênio originário da reação de ácido com o ferro, na maioria das vezes o aço carbono é o material de fabricação desses tanques. O ácido sulfúrico acima de 98% pode ser armazenado em tanques de aço carbono, no entanto, ao cair a concentração, causa corrosão com liberação de hidrogênio o qual é bastante inflamável e tem uma grande faixa de inflamabilidade (4 a 75%). Ácido clorídrico aquoso, por exemplo, pode ser armazenado em tanques de aço carbono com revestimento adequado. Porém se o revestimento falhar, haverá a corrosão e também a formação de hidrogênio. Me lembro quando trabalhei com tanque semelhante que tínhamos o cuidado ao fazer manutenção no costado do tanque. Fazíamos a medição minuciosa de explosividade utilizando explosímetro calibrado para hidrogênio. Veja mais informações….. Precisando de ajuda sobre segurança de processo, entre em contato com a ECS Consultorias.

Rompimento de Flexível

Processos perigosos que operam com flexíveis, também conhecido como mangotes, possuem um ponto mais frágil que as tubulações de aço carbono, por exemplo. Em função disso, é fundamental ter uma inspeção e testes diferenciados para esses acessórios (o mesmo deve ser aplicado para as juntas de expansão), incluindo o aumento da frequência das inspeções e testes para garantir que os mangotes serão retirados de operação antes de falhar. Veja a seguir um incidente ocorrido com um mangote para uso com fosgênio (fosgênio é um produto altamente tóxico que com uma exposição de cerca de 5 ppm pode causar morte), relatado pela EPSC. Continue lendo… Daí a necessidade de um bom programa de gerenciamento de risco no qual o elemento de integridade mecânica é primordial para evitar incidentes como este. ECS Consultorias

Falha de válvula de retenção

Este acidente foi investigado pelo Chemical Safety Board (CSB). Houve uma explosão nos tanques decantadores de produção de acetileno devido a fluxo reverso deste gás, que era produzido pela reação de carbeto de cálcio e água. O acetileno entrou em contato com uma fonte de ignição, possivelmente uma superfície quente. A explosão causou três fatalidades e uma grande perda de propriedade. A entrada de água do gerador de acetileno era protegida por uma válvula de retenção para evitar fluxo reverso para os tanques decantadores. Como controle da operação, existiam práticas operacionais para manter sempre o fluxo de água para o gerador de acetileno com água dos decantadores ou por fornecimento externo.  O evento iniciador foi baixa pressão de água, em função de uma falha humana, e a válvula de retenção falhou quando ela foi demandada. Acredita-se também que houve contribuição de vazamento de propano do sistema de aquecimento para prevenir congelamento, porém a maior contribuição foi o acetileno por ser um material altamente reativo e necessitar de baixa energia de ignição (0,017 mJ numa mistura estequiométrica com ar de 8,5% em volume). Lição aprendida deste acidente: ao identificar um cenário de risco alto numa análise de risco e que tenha válvula de retenção como salvaguarda, é preciso garantir que ela esteja adequada para o processo (quanto à corrosão e processo limpo). Dá atenção quanto à classe de vedação em função do fluxo mínimo, quando fechada, versus o risco do processo.  Além disso, é fundamental que ela esteja incluída no plano de integridade mecânica (um elemento importante do gerenciamento de risco de processo) para reduzir a possibilidade de falha quando demandada. Adicionalmente, procedimentos operacionais e treinamento devem ser adotados para reduzir a possibilidade de erro humano. Em LOPA, deve-se ficar atento para definir válvula de retenção como IPL ou evento iniciador, a diferença será se ela opera em modo de demanda ou alta demanda. Precisando de ajuda, entre em contato com a ECS Consultorias. Leia aqui o relatório do CSB, assim como assista o vídeo disponível.

Ruptura catastrófica de um trocador de calor

Este acidente foi investigado pelo Chemical Safety Board (CSB). Um trocador de calor rompeu catastróficamente devido a um aumento de pressão durante o processo de limpeza da linha de amônia com vapor. Esse acidente causou a morte de um trabalhor. No dia anterior ao acidente, um operador bloqueou a válvula a montante da válvula de alívio (PSV) para permitir trocar o disco de ruptura que protegia a PSV. Quando o trabalho foi concluído, a válvula de bloqueio não foi aberta. No dia seguinte, um outro operador precisou passar vapor para limpar a linha de amônia que vai para o trocador de calor. Nessa operação, ele bloqueou a válvula de alívio de pressão (PV). Como resultado, a PSV e a PV ficaram bloqueadas; importante salientar que PSV é a última linha de defesa contra pressurização excessiva. O vapor ao atingir a amônia líquida no trocador de calor fez com que pressão subisse em função da vaporização da amônia, causando a sua ruptura e culminou com uma fatalidade e algumas outras pessoas tiveram atendimento médico por causa da exposição à amônia. Uma válvula de alívio é uma camada independente de proteção importante para proteger contra aumento de pressão num equipamento. Por isso, em LOPA considera-se a probabilidade de falha em demanda (PFD) como 0,01, desde que opere em processo sem possibilidade de obstrução. Porém, ao adicionar uma válvula de bloqueio a PFD aumenta para 0,1, a não ser que tenha uma boa gestão para manter esta válvula sempre aberta quando o equipamento estiver em operação. Lição importante que se tira deste acidente: evitar colocar válvula de bloqueio a montante ou a jusante de PSV. Caso seja extremamente necessário, é preciso colocar um dispositivo contra bloqueio inadvertido e adotar o devido controle administrativo. Veja o relatório completo do accidente. Precisando de ajuda, entre em contato com a ECS Consultorias.  

Integridade mecânica

Grandes acidentes ocorrem, principalmente, devido a perda de contenção primária de produtos tóxicos ou inflamáveis. Por isso, a gestão da integridade de mecânica de tubulações/acessórios e vasos é primordial para reduzir a possibilidade de falhas catastróficas. Dois grandes acidentes investigados pelo CSB ratificam a importância de uma boa gestão da integridade mecânica: Durante o processo de troca de um aquecedor de calor houve a ruptura em função de fissuras causadas por exposição do aço carbono a hidrogênio a alta temperatura e pressão, ocorrendo ignição imediata e a fatalidade de sete pessoas; Perda de espessura de tubulação de 0,719 polegadas para 0,039 polegadas que levou a ruptura, liberando para a atmosfera cerca de 440.000 galões de nafta e teve como consequência fogo em flash, após cerca de 0,66 segundo do vazamento, vitimando quatro pessoas por queimaduras graves. Quais as lições que podemos tirar destes dois acidentes? Para o caso do ataque do aço carbono pelo hidrogênio, é preciso garantir o processo inerentemente mais seguros para suportar às adversidades dos parâmetros operacionais; Para o segundo acidente, importante ter os planos de manutenção preventiva para trocar trechos de tubulações/acessórios antes de atingir a espessura mínima para as condições de pressão e temperatura. Adicionalmente, pode-se concluir que um bom conhecimento da tecnologia do processo, juntamente com análise de risco, ajudarão na prevenção destes tipos de acidentes. Recomendo a leitura dos pontos principais pontos dos seguintes relatórios: Tesoro Refinery Fatal Explosion and Fire Silver Eagle Refinery Flash Fire and Explosion and Catastrophic Pipe Explosion Precisando de ajuda, entre em contato com a ECS Consultorias.  

Explosão em tanque contendo basicamente água

O alerta de segurança do CCPS deste mês chama atenção de uma situação que às vezes não é muito bem observada: tanque que contém, por exemplo, água de lavagem de processo ou águas residuais contendo baixo percentual de material inflamável. No acidente mencionado no alerta do CCPS, um tanque contendo água suja explodiu e matou três pessoas, ferindo mais sete, durante um trabalho a quente. O relatório do Chemical Safety Board mostra as causas do acidente e que pode ser acessado aqui neste link. Para quem lida com processos que possuem produtos inflamáveis, vale a pena ler o relatório. Normalmente tanques de estocagem são aqueles de baixa pressão (2,5 psig) e seguem a norma API 650 que recomenda teto frágil ou utilização de válvula de emergência para evitar que num evento desse, apenas a parte superior seja afetada e não as suas laterais, o que reduz bastante os efeitos de uma explosão interna. Trabalho a quente também é uma tarefa que precisa de muitos cuidados, principalmente em áreas que contém material inflamável em menos de 11 metros do local da fonte de ignição. Continue lendo.. ECS Consultorias

Os perigos do ácido sulfídrico (interessante para pessoas que trabalham em exploração de petróleo)

O Chemical Safety and Hazard Investigation Board (CSB) publicou esta semana um vídeo que detalha o acidente onde um trabalhador e sua esposa (que não trabalhava na empresa) morreram devido à exposição a ácido sulfídrico (H2S) que é um gás altamente perigoso devido a sua alta toxicidade (IDLH=100 ppm)  e inflamabilidade. Foram identificados alguns fatores relevantes que culminaram com o acidente, tais como: Falta de um programa de gerenciamento de segurança de processo para eliminar várias deficiências encontradas nos seguintes assuntos: procedimentos escritos, treinamentos, programa de integridade mecânica, ventilação mecânica/natural de área, controle de acesso de pessoas à área operacional, etc.; Não utilização de detector pessoal de H2S; Falta de manutenção adequada do detector de H2S; Falta de procedimento de energia zero (trancar, etiquetar e verificar). Veja o vídeo abaixo do CSB.  

Explosão de tanque – lições aprendidas

O alerta do EPSC deste mês chama a atenção sobre os riscos de explosão devido a geração de eletricidade estática e formação de faísca em função da velocidade do fluído, especialmente para produtos considerados não condutivos (aqueles que possuem condutividade abaixo de 50 pS/m). No início do enchimento de tanque até o dip tube estiver submerso, ou a linha de fundo, a velocidade do produto inflamável não deve ser maior que 1 m/s para evitar formação de respingos e daí gerar faísca em função da eletricidade estática. Para produtos não condutivos, esse efeito é mais preocupante, porque o tempo de dissipação da carga estática é muito maior. Em função disso, surge a importância do blanketing de N2. Continue lendo… Precisando de ajuda, entre em contato com a ECS Consultorias.

Ataques cibernéticos em sistemas básico de controle de processo

O alerta de segurança de processo do CCPS do mês de julho chama a atenção dos possíveis ataques cibernéticos nos sistemas básicos de controle de processo (BPCS). Normalmente esses controles são acessíveis remotamente pelos responsáveis pelo processo industrial, principalmente nos momentos atuais em função da pandemia de Covid-19. Importante ter as proteções devidas de segurança nos softwares de controle, para que um ataque cibernético não seja um evento iniciador de incidente de processo. Além disso, é fundamental que os sistemas instrumentados de segurança (SIS) estejam segregados dos BPCS para que fiquem mais seguros quanto a esses tipos de ataque e, assim, estejam disponíveis quando demandados para prevenir um incidente de processo. Continue lendo.. ECS Consultorias, uma Empresa de Engenharia de Segurança e de Gerenciamento e Risco de Processo.

Os perigos das poeiras combustíveis estão em todo lugar!

O CCPS publicou um alerta de segurança neste mês de junho sobre os perigos de explosão em poeiras. Empresas que trabalham com produtos sólidos e que provocam poeiras combustíveis devem ter o cuidado para evitar o  acúmulo em qualquer parte das instalações, porque se estiver em local confinado, ou semi confinado, pode ocorrer explosão em presença de fonte de ignição principalmente em equipamento como esteiras (fonte de ignição por fricção ou eletricidade estática), trituradores, moegas para recebimento de sólidos, filtros de manga, etc. Daí a importância em fazer análise de risco a fim de identificar esses perigos que podem estar presentes, porém ainda não percebidos. Aterramentos e equipotencializações são fundamentais para dissipar energia estática que é uma fonte de ignição importante. Além disso, a classificação da área evitará também fontes de ignição por equipamentos elétricos. Continue lendo… Veja o vídeo abaixo do CSB sobre uma explosão que ocorreu com poeira de açúcar e que provocou catorze mortes e grandes danos às instalações. Precisando de ajuda, entre em contato com a ECS Consultorias.

Chame no WhatsApp